Começando com uma breve apresentação, o meu nome é André Melo Coelho e finalizei o Mestrado em Engenharia Electrónica no IST em 2010. A minha carreira profissional começou bem no berço do IST, mais propriamente no Instituto de Telecomunicações onde também desenvolvi a minha tese de Mestrado. Após discutir a mesma e assim finalizar o curso, decidi juntamente com o meu orientador, Professor João Vaz, dar seguimento ao meu trabalho que era o desenvolvimento de RFICs (Radio Frequency Integrated Circuits). Após 6 meses e com a certeza que queria continuar a trabalhar na área das Telecomunicações, pensei que seria altura de procurar o meu lugar numa empresa do sector e a Ericsson tornou-se uma das minhas prioridades, pela referência que já era para mim. Tive o privilégio de ver a minha candidatura aceite e numa função pela qual tinha muita curiosidade por estar mais perto do negócio. Fui inserido na equipa de Commercial Management, onde o meu principal trabalho foi preparar propostas de negócio para as principais operadoras de Telecomunicações em Portugal (e.g. Vodafone, Optimus, Zon).

 

O trabalho tinha uma forte componente comercial que envolvia temas como estratégia comercial, pricinganálises de lucro e de risco, mas também na gestão dos deadlines para entregar as propostas de acordo com os timings dos clientes. O curso foi fundamental para entender o tipo de soluções que estávamos a entregar e assim conseguir entrar em debate sobre o hardware, software, ou serviços que fariam parte do projecto em causa. Recentemente comecei a trabalhar na Nokia-Siemens Networks e embora continue nas Telecomunicações, mudei o tipo de funções. Actualmente estou na equipa de Care Enginner que consiste em dar apoio técnico às soluções implementadas nos clientes. No meu caso, estou a trabalhar com a T-Mobile da Alemanha. Considero que um aluno de MEE não tem problema de maior em encontrar emprego. A nossa formação é bem conhecida pelo mercado e valorizada o que leva a que mesmo em períodos de aumento do desemprego, continuemos a ter sucesso e a encontrar o nosso espaço. Por isso, sem dúvida que o “selo” MEE/IST é uma grande mais-valia que me leva a dizer que vale a pena levar o curso até ao fim e superar as dificuldades! É isso que nos vai tornar em profissionais de excelência e ter a maturidade necessária para encarar os desafios do mercado de trabalho.

Finalizo este meu pequeno contributo dizendo que é extremamente importante a variedade de experiências que se adquiri ao longo do tempo na universidade. São essas que enriquecem as nossas soft-skills que cada vez mais são valorizadas num contexto profissional e que nos permitem comunicar e relacionar com os colegas de forma mais eficaz e harmoniosa. No meu caso o ter fundado e presidido o N3E, tem-me trazido enormes vantagens e destreza no mercado de trabalho. Muitas das competências e maturidade que só se adquirem a trabalhar, eu já tinha dos tempos do N3E o que depois se traduz numa melhor adaptação à realidade das empresas. Colaborar com o N3E é uma experiência que recomendo a qualquer aluno de LEE/MEE.

 
 
 
 
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